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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Após quase 40 anos, estádio palmeirense volta a receber um dérbi

O tempo de ausência foi grande, mas, enfim, o Palmeiras voltará a receber um dérbi em seu próprio estádio. Divulgada no início do mês de dezembro, a tabela do Campeonato Paulista reservou para Palmeiras e Corinthians um encontro na terceira rodada da competição estadual – neste domingo (08), às 17h – e, como não acontecia desde janeiro de 1976, será realizado no Palestra Italia, que, reformado, foi recentemente renomeado de Allianz Parque.
Com excelente desempenho contra o rival em seus domínios, o Palmeiras já recebeu o rival em 42 oportunidades. Foram 22 vitórias do Verdão, nove empates e apenas 11 reveses – portanto, o dobro de triunfos a favor da equipe palestrina –, com 74 gols marcados e 43 sofridos.
O primeiro jogo da história entre os dois clubes no Palestra Italia aconteceu em 1917, em duelo válido pelo Campeonato Paulista, e o Verdão levou a melhor. Com um sonoro 3 a 0 – todos os tentos anotados por Caetano -, o escrete palestrino mostrou força na competição estadual, que terminaria com um vice-campeonato.
A maior goleada da história do dérbi também é favorável ao Palmeiras. Em jogo do Campeonato Paulista de 1933, no Palestra Italia, o Verdão atropelou o Corinthians por 8 a 0, com gols de Romeu Pellicciari (4), Imparato (3) e Gabardo.
Já a primeira grande decisão envolvendo Palmeiras e Corinthians aconteceria apenas em 1936. Em uma disputa de três jogos, com duas vitórias no Palestra Italia e um empate fora de casa, o Verdão conquistou o sétimo Campeonato Paulista de sua história – o quarto em cinco anos (1932, 1933, 1934 e 1936).
Além da retomada dos clássicos contra o Corinthians dentro de casa, o jogo deste domingo (08), válido pelo Paulistão 2015, poderá garantir ao Verdão uma marca histórica. O recorde de invencibilidade alviverde dentro do Palestra Italia contra os rivais locais é de sete partidas consecutivas, entre julho de 1930 e agosto de 1934, enquanto os corintianos venceram no máximo duas vezes seguidas. Como o Palmeiras não perdeu nenhum dos últimos seis dérbis, um empate no Allianz Parque irá igualar o feito.
Retrospecto geral
O Palmeiras já encarou o Corinthians em 355 jogos ao longo de toda história entre as duas equipes. Com 125 triunfos, o Alviverde segue à frente em relação à quantidade de vitórias em dérbis – ainda aconteceram 108 empates e 122 jogos vencidos pelos rivais.
No entanto, além da vantagem em jogos vencidos, o Palmeiras acumula importantes vitórias sobre o Corinthians. Na década de 90, as expressivas vitórias no Torneio Rio-São Paulo 1993, no Campeonato Paulista 1993 e na final do Brasileirão 1994, além de marcantes eliminações na Copa Libertadores, já considerando a década seguinte – 1999, nas quartas de final, e 2000, na semi.
Antes disso, nos anos 70, o Palmeiras conquistou o estadual de 1974 com “participação” dos rivais. A grande final entre Palmeiras e Corinthians, em um Morumbi hostil para os alviverdes, ficou marcada pelo histórico gol de Ronaldo, com toque de Leivinha, que calou os mais de 120 mil corintianos presentes no estádio – 1 a 0 e o 17º Campeonato Paulista para o Verdão. 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Há 40 anos, Verdão conquistava o Paulistão e mantinha o Corinthians na fila

Jogadores do Palmeiras
comemoram o título do
Campeonato Paulista de 1974
Há exatos 40 anos, no dia 22 de dezembro de 1974, o Palmeiras derrotava o Corinthians por 1 a 0, conquistava o Campeonato Paulista e, de quebra, prolongava a fila de títulos do arquirrival, cujo último troféu havia sido o Estadual de 1954, obtido no longínquo 6 de fevereiro de 1955.
O Verdão, bicampeão brasileiro em 1972 e 1973, começou o torneio cambaleante. Apesar de ter cedido seis atletas à Seleção Brasileira para a Copa do Mundo da Alemanha (Leão, Luís Pereira, Alfredo Mostarda, Ademir da Guia, Leivinha e César Maluco), o time do técnico Oswaldo Brandão não se encontrou e viu o Corinthians vencer o primeiro turno e garantir vaga na final.
No segundo turno, porém, tudo se encaixou. O Alviverde terminou invicto, com nove vitórias e quatro empates, e chegou à decisão de ânimo renovado. Os destaques daquela retomada, sem contar os habituais gênios Leão, Ademir da Guia, Luís Pereira, Alfredo, Eurico, Zeca, Edu, Nei e Leivinha, foram Jair Gonçalves, substituto de Dudu (à época com 34 anos e às voltas com lesões), e Ronaldo, um atacante talismã e predestinado.
A primeira partida foi disputada no estádio do Pacaembu e terminou empatada em 1 a 1. Os gols foram anotados por Edu e Lance. A finalíssima foi no estádio do Morumbi. A torcida corintiana, confiante na conquista e no fim do martírio, lotou. Eram quase, segundo os registros da época, 100 mil corintianos contra 20 mil palmeirenses.
O zagueiro Luís Pereira, com sua habilidade peculiar, simplesmente anulou o talentoso Rivellino. Aos 24 minutos do segundo tempo, inclusive, o ‘Chevrolet’ desarmou o meia rival na intermediária e lançou para Jair Gonçalves (após o lance, o atleta palmeirense consolou o adversário e protagonizou uma imagem emblemática do dérbi). O volante cruzou na área e achou Leivinha, imbatível na bola área. O atacante ajeitou para Ronaldo, que, de pé direito, venceu o goleiro Buttice, emudeceu o Morumbi e deflagrou a festa palestrina: "Zum, zum, zum, é 21!"
Anos depois, Ronaldo (que ganhou vaga no time por conta da situação de César Maluco, fora por problemas de doping e indisciplina) confidenciaria que quase ficou fora da decisão. “Tive um grave problema muscular na coxa no primeiro jogo. Minha perna inchou demais. Nem o pé no chão eu conseguia colocar. O Brandão chegou para mim e disse que eu começaria atuando. Dentro de mim, sabia que isso seria impossível”, afirmou o mineiro, salvo por uma água milagrosa. “O massagista e o Brandão entraram no meu quarto com uma garrafa de água mineral, jogaram em mim e começaram a espremer a região com muita força. Enquanto o Brandão segurava minha perna, o massagista esfregava. Fiz isso até de madrugada. Quando acordei no domingo, estava zerado”, contou.
Para o 'Divino' Ademir da Guia, o maior ídolo da história do clube, o título de 1974 foi o mais marcante de toda a sua carreira. "A conquista de 74 realmente marcou e ficou gravada. Ganhar do Corinthians sempre foi especial e nós conseguimos mantê-los no jejum e fazer com que ultrapassassem os 20 anos", afirmou.
1º turno
Palmeiras 2 x 2 Saad
Ponte Preta 0 x 0 Palmeiras
Corinthians 3 x 1 Palmeiras
Palmeiras 1 x 0 Guarani
Palmeiras 0 x 0 Juventus
Palmeiras 0 x 0 Santos
São Bento 0 x 2 Palmeiras
Noroeste 1 x 2 Palmeiras
América 0 x 1 Palmeiras
Portuguesa 1 x 1 Palmeiras
Botafogo 2 x 3 Palmeiras
Palmeiras 0 x 2 Comercial
São Paulo 1 x 1 Palmeiras
2º turno
Palmeiras 2 x 0 América
Palmeiras 1 x 1 Portuguesa
Palmeiras 4 x 0 São Bento
Palmeiras 1 x 0 Ponte Preta
Palmeiras 3 x 1 Botafogo
Palmeiras 2 x 1 São Paulo
Palmeiras 1 x 0 Saad
Comercial 1 x 1 Palmeiras
Palmeiras 2 x 0 Santos
Palmeiras 1 x 0 Noroeste
Palmeiras 2 x 2 Juventus
Guarani 0 x 0 Palmeiras
Palmeiras 4 x 1 Corinthians
1º jogo da final
Corinthians 1 x 1 Palmeiras
2º jogo da final
Palmeiras 1 x 0 Corinthians
Data: 22/12/1974
Local: Estádio do Morumbi
Árbitro: Dulcidio Wanderley Boschillia
Renda: Cr$ 2.322.658
Público: 120.522 torcedores
Gol: Ronaldo, aos 24 minutos do segundo tempo.
Palmeiras: Emerson Leão; Jair Gonçalves, Luis Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Edu, Leivinha, Ronaldo e Nei. Técnico: Oswaldo Brandão
Corinthians: Buttice; Zé Maria, Brito, Ademir e Vladimir; Tião e Rivelino; Vaguinho, Lance, Zé Roberto (Ivan) e Adãozinho (Pita). Tecnico: Silvio Pirilo

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Há 20 anos, Verdão desbancava Corinthians e faturava seu 8º título nacional

O troféu marcou o quinto título do
alviverde entre 1993 e 1994
Há exatos 20 anos, no dia 18 de dezembro de 1994, o Palmeiras empatava com o Corinthians por 1 a 1 e, como havia vencido o primeiro duelo por 3 a 1 três dias antes, conquistava o Campeonato Brasileiro de 1994, o oitavo título nacional da história alviverde – os outros foram em 1960, 1967 (duas vezes), 1969, 1972, 1973 e 1993.
Após ter obtido a redenção no Paulista de 1993 (interrompendo uma fila de troféus de quase 17 anos), o Verdão, campeão brasileiro na mesma temporada e bi paulista no ano seguinte, começou o Brasileiro de 1994 de forma tranquila. E o ambiente de alívio e calmaria se refletiu no campo: foram 12 vitórias e dois empates até a primeira derrota, só na 15ª rodada (para o Flamengo, fora de casa).
“Em 1994, o time era mais espontâneo. Como tínhamos sido campeões no ano anterior, não tínhamos mais aquele peso nas costas. Então, era só fazermos o nosso trabalho, era só fazer 1 a 0 que ganharíamos o jogo. Era um time que jogava com mais naturalidade”, afirmou o ex-atacante Evair, em entrevista para o Site Oficial.
A superioridade era tamanha que o esquadrão do técnico Vanderlei Luxemburgo passou a ser chamado à época de “Time dos Sonhos”, em alusão ao Dream Team, equipe norte-americana masculina de basquete.
Nas quartas de final, após duas fases preliminares, o Verdão despachou o Bahia (2 a 1 em São Paulo-SP e em Salvador-BA), e, na semi, a vítima foi o Guarani (3 a 1 em São Paulo-SP, e 2 a 1 em Campinas-SP).
E a decisão, para delírio dos palestrinos, foi, novamente, contra o Corinthians, o rival derrotado nas finais do Paulistão e do Torneio Rio-São Paulo de 1993. “Era um momento único, cheio de expectativa. Era a primeira vez que Palmeiras e Corinthians se enfrentavam na final de um Brasileiro”, expôs o ex-goleiro Velloso, um dos destaques daquela campanha.
O dream team do Verdão comemora um
dos gols da final contra o rival Corinthians
Na primeira partida, realizada no Pacaembu, o Alviverde sobrou. Com dois de Rivaldo e um de Edmundo, o Verdão ganhou por 3 a 1. No segundo embate, mais uma vez no estádio municipal, o Palmeiras, com uma mão na taça, viu Marques abrir o placar para os rivais. Mas foi só. A equipe palestrina tomou as rédeas do confronto e, aos 35 minutos do segundo tempo, Edmundo cruzou para Rivaldo balançar a rede alvinegra mais uma vez e sacramentar.
“Para mim, o melhor time do Palmeiras que joguei foi o de 1994. Os adversários nos enfrentavam para não tomar um gol primeiro, pois, se tomassem, tomariam dois, três...”, pontuou Evair, endossado por Velloso. “Minha passagem mais marcante no Palmeiras foi no Brasileiro de 1994”.
Com a conquista do Brasileirão de 1994, o Verdão chegou à incrível marca de cinco títulos em dois anos (Paulistão de 1993 e 1994, Rio-São Paulo de 1993 e Brasileirão de 1993 e 1994), sendo três deles em cima do arquirrival Corinthians.
Confira a campanha do Brasileirão de 94: 
Primeira Fase
14.08.1994 Palmeiras 4x1 Paraná-PR
17.08.1994 Náutico-PE 1x3 Palmeiras
21.08.1994 Internacional-RS 0x2 Palmeiras
24.08.1994 Palmeiras 5x1 União São João-SP
27.08.1994 Palmeiras 1x0 Fluminense-RJ
03.09.1994 Fluminense-RJ 1x1 Palmeiras
07.09.1994 União São João-SP 0x1 Palmeiras
11.09.1994 Palmeiras 1x0 Internacional-RS
18.09.1994 Palmeiras 4x1 Náutico-PE
24.09.1994 Paraná-PR 2x4 Palmeiras 
Segunda Fase 
01.10.1994 Palmeiras 1x0 Sport-PE
08.10.1994 Palmeiras 1x0 Paraná-PR
15.10.1994 Bahia-BA 1x1 Palmeiras
19.10.1994 Palmeiras 2x0 Santos-SP
22.10.1994 Flamengo-RJ 2x0 Palmeiras
26.10.1994 Palmeiras 1x0 Botafogo-RJ
30.10.1994 São Paulo-SP 2x2 Palmeiras
03.11.1994 Palmeiras 0x1 Guarani-SP
05.11.1994 Fluminense-RJ 4x1 Palmeiras
08.11.1994 Grêmio-RS 1x1 Palmeiras
13.11.1994 Palmeiras 4x1 Corinthians-SP
17.11.1994 Portuguesa-SP 3x1 Palmeiras
20.11.1994 Palmeiras 3x0 Vasco da Gama-RJ
23.11.1994 Palmeiras 1x1 Internacional-RS
27.11.1994 Paysandu-PA 1x0 Palmeiras 
Quartas de Final 
30.11.1994 Bahia-BA 1x2 Palmeiras
03.12.1994 Palmeiras 2x1 Bahia-BA 
Semifinal 
08.12.1994 Palmeiras 3x1 Guarani-SP
11.12.1994 Guarani-SP 1x2 Palmeiras 
Final 
15.12.1994 Corinthians-SP 1x3 Palmeiras
18.12.1994 Palmeiras 1x1 Corinthians-SP